Seção: Colunas.
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Por outro lado |
Por Alexandru Solomon
Quem teve a oportunidade de assistir ao musical “Um violinista no telhado” reconhecerá a atualidade das dúvidas de Tevye, o leiteiro, expressas nas suas conversas com Deus, sempre marcadas pela abordagem dialética: Por um lado, isso, por outro lado, aquilo…
Por um lado, é mantida a taxa SELIC. Razões há para manter, assim como há para cortar. Quem vê fantasma de inflação e não vislumbra crise chegando age assim. Por outro lado, ao liberar fatias de compulsório, envereda-se pelo caminho oposto, como ensina qualquer almanaque de Economia. Deve haver motivos. ELES sabem o que fazem, ou afirmam saber. Os oráculos oficiais falam em crescimento de 4% para 2009. Por outro lado, cartomantes menos graduados só enxergam 2,4%.Em dezembro 2009, teremos uma idéia mais clara.
O PAC parece ser a solução, por outro lado, os investimentos não acontecem. A mãe do PAC fala em acelerar o PAC,- acelerar a aceleração. Teremos o PAAC: plano para acelerar a aceleração do crescimento. Por outro lado, tantas siglas tendem a confundir os otários.
Não se consegue um superávit nominal, por outro lado, cria-se um Fundo Soberano, que,se num primeiro momento, por um lado, impede a diminuição da dívida, por outro lado, será anticíclico, vai ser uma espécie de dique contra a marolinha. Por um lado, importa o cheque, ou por outro lado, o bolso de onde sai?
Por um lado, aumenta a liquidez, por outro lado, ela “empoça”, já que não é fácil obrigar alguém a endividar-se, com nuvens negras à vista. Assumir uma dívida hoje para comprar algo que custará menos amanhã? Para os enforcados, juros nas alturas, por outro lado, para a Petrobrás, juros camaradas. Instituições financeiras que têm direito a muletas oficiais fingem baixar os juros, a TJLP já vale menos que a soma da inflação mais o risco Brasil - que a definem - , por outro lado, o Tesouro capitaliza o BNDES. O Tesouro gera dinheiro?
Por um lado, a equipe econômica lamenta o fato de não haver expansão de crédito, por outro lado, a mesma equipe sugere maior provisão para devedores duvidosos – faltando ainda consultar a Receita Federal. Mas por que haveria mais inadimplentes se tudo vai bem?
A orquestra desafina, ou é mera impressão?
Alexandru Solomon, formado pelo ITA em Engenharia Eletrônica e mestrado em Finanças na Fundação Getúlio Vargas, é autor de ´Almanaque Anacrônico`, ´Versos Anacrônicos`, ´Apetite Famélico`, ´Mãos Outonais`, ´Sessão da Tarde`, ´Desespero Provisório` , ´Não basta sonhar` e o recente livro/peça ´Um Triângulo de Bermudas`. (Ed. Totalidade). Confira nas livrarias Cultura (www.livrariacultura.com.br), Saraiva (www.livrariasaraiva.com.br), Laselva (www.laselva.com.br) e Siciliano (www.siciliano.com.br).| E-mail do autor: asolo@alexandru.com.br
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O Recife que fascinaSeção: Colunas. |
Por Leonardo Dantas Silva
Arruando pelo Recife (2ª edição)
Amar cidades, só uma – o Recife.
Ledo Ivo
Para os naturais da terra ou para os que o adotaram como pátria-mãe, o Recife se torna um imenso e multifacetado brilhante. São tantas as cores, tantos os sabores, diversos os sons, curiosos nomes de ruas e recônditos pátios, escondendo monumentos e acariciados pela brisa que nos chega do alto-mar, que não dá para calar esta paixão latente e sempre presente na alma de todo recifense, a exemplo do poeta Antônio Maria, no Frevo nº 1 do Recife:
“Sou do Recife, com orgulho e com saudade”.
O fascínio que exerce a paisagem desta cidade sobre os seus moradores e visitantes foi sempre uma constante ao longo dos quatro séculos de sua história. Desde Gabriel Soares de Sousa e Ambrósio Fernandes Brandão, no século XVI, até os cronistas de nossos dias, o Recife se transforma num verdadeiro caleidoscópio a despertar as atenções do olhar do observador; ele se revela num simples abrir de janelas.
Para o forasteiro, o Recife não é uma cidade que agrade à primeira vista. Faz-se necessário penetrar em seu âmago, na alma alegre de sua gente, para entender suas características únicas e a formação do ideário nativista de seu povo. Quando esteve no Recife, o escritor Alceu de Amoroso Lima, conhecido pelo pseudônimo de Tristão de Athayde, fez observações das mais interessantes, em artigo intitulado “Sereia dos trópicos”, publicado no jornal A Tribuna, edição de 23 de março de 1957, no qual ensinou como entender melhor o Recife:
[…] foi preciso pôr o pé em terra e, sobretudo, abrir as janelas do sobrado sobre a foz do rio para que um novo alumbramento se produzisse e a cidade singular de outrora revelasse, com a graça maliciosa de quem entreabre um manto, o que guardava de cantos secretos e renovados. Não mais de fora para dentro, como outrora, mas de dentro para fora é que se podia já agora compreender e tocar de perto o encanto sem par dessa sereia tropical. Encanto é coisa que as palavras não exprimem. Como não exprimem fisionomias ou mesmo paisagens. São, quando muito, aproximações e notas à margem. Os sentidos são os únicos que podem reproduzir “el embrujo” das coisas, das cidades ou das pessoas. E como a presença é uma síntese dos sentidos e da inteligência, só ela nos dá a sensação do encanto e do desencanto de a tentarmos exprimir verbalmente. O do Recife é feito de contradições: terra e mar, aristocracia e democracia, finura e espírito de bravura de caráter, graça florentina e violência sertaneja, riqueza e miséria.
Uma das descrições mais felizes da paisagem da cidade do Recife nos chega por meio da pena do recifense Joaquim Nabuco, em artigo publicado no jornal O Paiz (Rio de Janeiro), edição de 30 de novembro de 1887. Nabuco, ao servir de cicerone ao escritor português Ramalho Ortigão, pinta, com a mão de um mestre, as belezas de seu torrão natal, utilizando-se das mais contagiantes cores de sua palheta. Observando a planície do terraço da Sé de Olinda, enfatiza:
[…] não é uma dessas vistas de altura, das quais o mar fica tão baixo aos pés do espectador, que perde o movimento e a vida, parecendo uma tela diáfana estendida sobre o fundo vazio do ar, vistas em profundidade, que dão vertigem e nas quais a perspectiva é tão longínqua como se víssemos por um óculo virado. A vista de Olinda é outra; é uma vista em comprimento, em que os planos sucedem-se uns aos outros como o desenvolvimento da mesma sensação visual, em que desde Olinda até ao Recife, e mais longe até o Cabo de Santo Agostinho, o olhar não precisa mover-se para apanhar a totalidade do cenário que se prolonga à beira do mar, salpicado das velas brancas das jangadas, penas destacadas das grandes asas da coragem, do sacrifício e também da necessidade humana! […] O que faz a grande beleza deste nosso torrão pernambucano é em primeiro lugar o seu céu, que muda a cada instante, leve, puro, suave, onde as nuvens parecem ter asas, e que não é o mesmo um minuto; é depois o nosso mar, verde, vibrátil e luminoso, as nossas areias tépidas e cobertas de relva, os nossos coqueiros, que se vergam desde o soco até ao espanador de um brilho metálico e dourado, com que parecem ao longe sacudir as nuvens brancas, as jaqueiras e as mangueiras cuja sombra rendada é um oásis de frescura e abundância…
O que mais impressionava ao visitante e ao seu cicerone era a limpeza da cidade:
O que primeiro fere a vista no Recife é a limpeza da cidade, a brancura de toda ela. Vê-se bem a cidade de um povo de rio, que vive n’água, como o pernambucano. É um reflexo da Holanda, que brilha aqui!
O branco era a cor predominante da cidade de então, que logo despertava a atenção dos viajantes e fazia do Recife “a mais bela do Brasil”. Ramalho Ortigão viu esse branco nas casas, nas pontes, nos edifícios, nos navios, nas velas e nas nuvens, sob luz forte de um sol tropical “que lhe dá o poder calcinante dos espelhos de Arquimedes, quando ele só é irresistivelmente belo ao luar, que dá a essa cal crua e reverberante um tom de pérola que faz a cidade parecer toda de mármore, mas de um mármore tirado das jazidas dos sonhos e da alvura imaterial dos fantasmas”.
E continua Nabuco:
Eu verdadeiramente sinto que o eminente artista não se tenha demorado aqui à noite, para ver esse Recife, onde a imaginação de Castro Alves se povoou de todos os seus sonhos de poesia, de liberdade e de grandeza, o Recife do seu [poema a] ‘Pedro Ivo’, […] dormindo imensa ao luar!
Possuído do orgulho de ser do Recife, enfatiza Joaquim Nabuco, com o seu poder de observador:
Para conhecer uma paisagem não basta vê-la, é preciso muito mais, é preciso que as duas almas, a do contemplador e a do lugar, cheguem a entenderem-se, quantas vezes elas nem mesmo se falam! Não é a todos que a natureza conta os seus segredos e inspira o seu amor, mas mesmo com os poucos de quem ela tem prazer em fazer pulsar o coração é preciso que eles se aproximem dela sem pressa de a deixar, com tempo para ouvi-la. Os viajantes nunca estão nessa disposição de espírito em que é possível estabelecer-se o magnetismo da paisagem sobre os sentidos, de fato sobre o coração. Felizmente Ramalho Ortigão é uma máquina fotográfica instantânea, que apanha num segundo o seu objetivo todo, e acontece que hoje as boas máquinas percebem e notam sombras na pele, que não se vêem a olho nu, e que servem para conhecer a enfermidade latente. Ele não terá sentido os eflúvios desta nossa terra, os quais talvez seja preciso ser pernambucano para sentir e que podem não ter realidade e magia senão para nós mesmos, mas a impressão que lhe causou a nossa Veneza há-de render-nos uma pintura que durará como as gravuras holandesas do século XVII.
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Baby Jane, em CenaSeção: Colunas. |
Por Odethe Frech
Reza uma antiga lenda japonesa que aquele que dobrar 1.000 garças de origami garante muitos anos de saúde, paz, felicidade e prosperidade. Se fosse somente saúde eu já me daria por satisfeita. Imagina só com o pacote restante? E a tarefa ainda rende a realização de um desejo. E assim sendo comprei papel japonês , colorido, fininho, fininho e cá tô eu fazendo dobraduras sem parar, desde a semana passada. E além de buscar todas as promessas que a lenda prega, vou fazer bom uso das garças: mandar para uma penca de amigos, os quais eu amo de paixão. Mas nada de corrente. Gosto de promessas não. E muito menos de mandingas…. Nem ainda contei quantas garças já produzi. Só sei que vou chegar lá sim….Por que não? E haja dobraduras…….
Um grande 2009 para todos
Para começar um grande 2009 para todos que nos acessam. Que gostam dessa coluna e que nos incentiva .
Assim caminha a humanidade
Alguns encantamentos foram quebrados neste 2008. Mas outros, com certeza, virão em 2009. E assim a gente caminha……
Bocão
O ano de 2009 começa com o legista Sanguinetti, contratado pelos Nardoni, defendo a reabertura da investigação sobre a morte de Isabella. Ele diz que não consegue dormir. Que Isabella tira seu sono; “Não consigo entender que pais até amorosos e protetores, como mostra a fita do supermercado, cometeriam aquele ato de selvageria”. Nós também não entendemos não Sanguineti.
Aquele beijo….
No feriadão que passou assisti o filme Beijo Roubado Que coisa mais linda não? Pois é. As vezes um beijo não é apenas mais um beijo…..
E ainda……
Assisti também Reparação. Surpreendente. Muito bom mesmo. Muitas vezes achamos que uma coisa e a verdade e a realidade é bem outra.
Uma questão de estilo
Acho que meu gosto é questionável. Não consigo achar nada belo no vestir da primeira dama dos EUA. A mulher vem sendo ovacionada pelos críticos e estilistas. Deus Pai, todo poderoso….. Acho horrível aquele vestido que ela exibiu quando do anúncio da vitória do maridão, nas cores vermelho e preto…..
Sei não……
A primeira dama francesa chegou, encantou e se foi. Mas será que precisa de tanta admiração?
Um homem para chamar de Seu
O Recife dispara como capital ultra moderna. Ou quase lá. Amigas já não se entendem mais por causa de seus homens. Ou de seu homem.
Sem culpa
E o poderoso que compra presentes para a amante nas barbas da ex? cara de pau ou modernidade?
Ali é Mara mesmo
Rita Lee anda dizendo ai que Madonna sofre de Solidão Criativa. Que nada. Ela é tudo.
De propósito
Minha gente… é muita burrice. Como é que uma pessoa que namora o marido da outra envia cartão de natal tão íntimo. Só querendo ser descoberta. E é no que deu….
Quem diria…..
Vou contar aos que acessam o baby Jane, em cena, uma fragilidade meio demente minha: tenho medo de microondas. Não ligo um nem por uma viagem para Itamaracá. Imagina…… Também não troco bujão de gás. Tenho medo..
Por que?
Tem coisa mais chata que abrir DVd novo? Um saco!!!! Aquele papel fininho mas parece coisa do segredo de Fátima….
Por que?
Ela é surpreendente. Mas se eu fosse um homem não namoraria com ela nunca. A doida gera insegurança. Queria nada. ….
Estranho, muito estranho….
Teve gente que chupou 15 picolés de limão na noite do reveillon. Ou seja, ontem a noite, para que? Era uma simpatia. Para atrair namorado. Que coisa estranha, não? Logo de limão? Atraí nada …..
Aconteceu comigo…..
Entrei na loja Animale. Que até então parecia um exemplo de sofisticação. A moça que me atendeu, depois de constatar que o colar que eu queria, só tinha na vitrine ( sem nenhum esforço para vende-lo) , assim respondeu quando eu falei que tinha adorado o outro exposto na vitrine interna:
Vai levar?
Sei, não…..disse eu, a pensar….
E ela, de sopetão: e quem sabe: eu?
Diante de tamanha delicadeza, não tive nenhuma reação. Nem mesmo a que não costumo administrar que é não levar nenhum desaforo para casa.
Será que eu deveria ter usado o mesmo tom e respondido: Que Modos são estes? Veja lá….. To pagando ( bem no bordão da doida do Zorra Total ? ).
Mas, deixa pra lá. Um minuto depois entrei na Opera Rock e comprei um colar e uma carteira……
Obama e Hillary, os mais admirados
E começam as listas de fim de ano. Os dez políticos/personalidades de 2008 de quem vamos sentir mais falta em 2009, segundo o Politico –entre eles Joe Biden, o candidato falastrão, que dará lugar a Joe Biden, o vice contido. E os dez homens e mulhers mais admirados, segundo pesquisa do USA Today. Os primeiros colocados? Obama estourado na frente, claro, com 32%, seguido de Bush, com 5%. E Hillary Clinton, a futura chanceler, com 20%, seguida por Sarah Palin, com 11%. É a primeira vez que um presidente eleito encabeça os nomes nas mais de duas décadas do levantamento. A lista completa:
1. Barack Obama 32%
2. George W. Bush 5%
3. John McCain 3%
4. Pope Benedict XVI* 2%
Billy Graham 2%
Bill Clinton 2%
1. Hillary Clinton 20%
2. Sarah Palin 11%
3. Oprah Winfrey 8%
4. Condoleezza Rice 7%
5. Michelle Obama 3%
E aqui no Brasil? Será que dá para escolher pelo menos três?
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Ano novo, vida novaSeção: Colunas. |
Por Alexandru Solomon
Ano velho havia decidido sair de cena. Ao menos era o que a folhinha estava dizendo. A contagem regressiva estava se desenrolando muito rapidamente para o gosto de alguns e de maneira insuportavelmente vagarosa para outros. Todos querem deixar para trás preocupações e iniciar o ano novo sem que nada os impeça enfrentar novos desafios. Para tanto, uns se vestem de branco, outros de amarelo, outros, enfim, mais objetivos, pagam dívidas antigas ou as trocam por novas promessas. Os despreocupados encontram uma razão adicional para se sentir donos de algo que não importa muito saber exatamente o que poderia ser. Mergulha-se, com a desculpa do espírito natalino, num oceano consumista, mesmo que, para alguns, esse oceano seja apenas uma simples e despretensiosa poça. A alegria e um vago sentido de irresponsabilidade consentida pairam no ar. Pois, se não deu certo até agora, tudo haverá de se endireitar no tão esperado Ano Novo. Mesmo para os sem queixa alguma, uma página está sendo virada e uma nova, em branco, aguarda.
Todos prontos para deixar um autógrafo no livro da vida e, se possível, no de um parceiro de caminhada. Mas para tanto é preciso ter esse livro à mão e a inspiração pronta para galopar, docilmente submissa, a qualquer desejo. Não é sem motivo que nesses dias os problemas, dos mais diversos tamanhos, tendem a parecer de porte menor que as soluções, mesmo que para tanto entrem em jogo as mais diversas muletas morais, psicológicas ou verdadeiras. Até um eventual pileque na tradicional e chatérrima festa de fim de ano da empresa, com direito aos inevitáveis discursos e à troca de presentes inúteis, longamente negociados através da correspondência do amigo secreto, pode entrar em jogo.
Momento para promessas: largar de fumar, perder aqueles quilos, voltar a se exercitar. De decisões heróicas também: confessar finalmente aquela paixão, ou de forma mais prosaica lançar-se em investimentos e aventuras, perder o sono à espera de um sim, mesmo que vindo do gerente do banco.
Tudo isto num ambiente repleto de diversos clones de Papai Noel suando em bicas nos trajes que uma tradição importada esqueceu de tropicalizar. Mas convenhamos, um Papai Noel de bermudas até os joelhos e camiseta regata teria muitas chances de ser preso por vadiagem e teria ainda que, suprema humilhação, mostrar as notas fiscais dos brinquedos do famoso saco. Ser preso por sonegação tiraria qualquer motivação desses dignos pilotos de trenó.
Por este motivo, talvez, os trajes vistosos, a garantir imunidade fiscal, mesmo que tão adequados quanto um biquíni para inspecionar fachadas de iglus.
A voragem das horas traga impiedosamente os últimos compromissos que, na tentativa de sobreviver, invadem o ano seguinte.
Por este motivo, pensar apenas na troca do velho sofá ou em recomeçar aquele curso de inglês não deveriam passar de tarefas que poderiam ser colocadas naquela agenda novinha recebida de brinde. Em compensação, a impossibilidade de se transferir a festa de réveillon, uma verdade eterna, a menos de generosas intervenções de um novo papa Gregório, continuava desafiadora, como repto aos eternos retardatários.
Ele sabia disso, e todas as suas ações estavam sendo governadas por uma ampulheta imaginária, na qual a queda do último grão de areia coincidiria com o estouro de fogos e garrafas, não necessariamente nessa ordem.
Via com crescente preocupação aproximar-se o fim do ano, sem ter a mais vaga idéia do que iria fazer no fatídico dia 31.
Como a maioria dos mortais, prisioneiro da tradição gregoriana, achava que de alguma forma teria de saudar o Ano Novo de forma diferente do que faria com uma vulgar virada de quinzena.
Esses pensamentos o acompanhavam no caminho de volta para o desconforto do seu pequeno apartamento. Caminhava rapidamente com a sacola de compras do supermercado a entortar-lhe a espinha.
Poderia ter ido de carro, mas estaria ainda dando voltas ao quarteirão tentando achar uma vaga para estacionar. Mas, pelo menos, não teria de passar a sacola de uma mão para a outra. A sacola pesava, em boa parte devido ao sorriso da vendedora, emoldurada num bonito uniforme vermelho, que lhe empurrara, gentilmente, três latas de conserva de uma especialidade francesa cujo nome havia esquecido, tal a atenção que dera ao decote da moça, em detrimento da atenção que o produto mereceria. E docilmente obedecera quando soube que teria de levar pelo menos três latas para poder concorrer ao incrível sorteio, que daria ao felizardo qualquer coisa que já havia esquecido, tal tinha sido a vontade de agradar à moça.
O prefixo do Jornal Nacional, vindo com toda a certeza de um lar de surdos, a julgar pelo volume, o colheu ao se aproximar do seu prédio. Tropeçou numa raiz que estava vencendo a luta com a calçada malfeita. Refeito do susto, lançou um olhar furibundo para a seringueira e continuou a caminhada.
Entrou na sua rua, que deixara de ser escura como de hábito, devido a milhares de lâmpadas minúsculas a cingir as árvores. Árvores já velhas, que deviam sua sobrevivência ao fato de haverem sido plantadas numa época na qual os veículos eram menos agressivos.
Rostos alegres, rostos preocupados, rostos indiferentes estavam se cruzando, mas a pressa parecia ser a tônica. Todos estavam com pressa. Era o penúltimo dia do ano.
Enquanto andava, procurava, sem sucesso, uma idéia brilhante para o réveillon. Estava chegando no seu ninho, sem que nada lhe tivesse ocorrido. Entrou, cumprimentou o zelador, e logo depois o elevador o estava deixando no seu andar.
Recém-formado, abandonara o conforto da casa dos pais e morava num pequeno apartamento alugado, num prédio já antigo e, por isso mesmo, de aluguel acessível. O prédio não possuía nenhuma das extravagâncias dos lançamentos recentes; em compensação, os dois quartos eram espaçosos, portanto falar em desconforto não passava de injustiça e a luz do corredor do andar era suficientemente fraca para facilitar as discretas e freqüentes visitas da esposa de um vizinho arquiteto.
Entrou no apartamento, jogou a sacola em cima da mesa da cozinha e preparou-se para ligar a televisão, quando foi interrompido pelo telefone.
Festa de confraternização da empresa do arquiteto, coincidindo com uma sugestão tímida de uma breve visita. Antes que pudesse retrucar, o tom de discar. Isto ainda iria terminar mal. Encontros sem paixão, mas cheios de riscos.
O Jornal Nacional deveria estar terminando e o exército de viciados da novela estaria se preparando para o sofrimento do dramalhão lacrimoso. Insensível, sintonizou um velho seriado americano.
Tudo bem superficial, pasteurizado, engraçado às vezes, sem pancadaria, homossexualismo reprimido, ou conflitos entre gerações. Ele adorava aquelas baboseiras previsíveis, altamente indicadas para acompanhar o jantar.
Delegou a tarefa da preparação do jantar ao forno de microondas e, sem perder de vista as proezas da Feiticeira, abriu a janela contemplando a vista das artérias entupidas da cidade, garantia de um breve enfarte do trânsito.
Droga, estava se aproximando dos trinta anos, sua vida profissional seguia uma trajetória ascendente, entendia-se às mil maravilhas com seus pais, mas continuava vítima do tédio que o acompanhava desde a adolescência.
A todas as descobertas que fazia, sobrepunha-se a penosa sensação do déjà vu com o inevitável comentário, que nem precisava ser formulado – É só isso???
Nesses momentos recordava a canção de Jacques Brel, Os Burgueses.
“São como os porcos, quanto mais velhos, mais burros” – Les bourgeois sont comme les cochons, plus ça devient vieux, plus ça devient bête…
Mas, que diabo: ele ainda estava longe do declínio!
Os amigos e amigas da faculdade estavam, com algumas exceções, bem de vida, e assim como ele, com acesso razoável ao consumo sofisticado, o tal consumo suntuário. Estava tudo bem, aparentemente, a menos desse tédio terrível.
Pior que ele conhecia muito bem a causa disto. Simplesmente errara de profissão.
Acostumado a ser bom aluno e a ser bem-sucedido em tudo, havia simplesmente se engajado, brilhantemente, numa carreira que não o interessava. Como parte do compromisso assumido consigo mesmo, continuava sendo o “bom da turma”, de uma turma com a qual pouco tinha em comum. Empunhar a bandeira errada havia sido seu mal.
Elogiado por todos, ao fazer, e bem, algo que não o motivava, chegava a ser intolerável. Daí o sentimento de inutilidade.
Às vezes, se achava um verdadeiro varredor de areia no Saara, inútil, desnecessário, supérfluo.
Acordou bem tarde no dia seguinte, bem alegre, com o travesseiro impregnado do samsara da visitante, e sem nada para fazer.
Lá fora, um sol escaldante transformava a Avenida Paulista numa verdadeira frigideira na qual iria acontecer a Corrida de São Silvestre.
Decidiu ir até lá, ver e sentir de perto, ao menos, a emoção da largada da corrida feminina.
Triste privilégio das mulheres, largar naquele calor infernal. Passou indiferente pela legião de vendedores de cachorro-quente e outros sanduíches suspeitos, além de cervejas e refrigerantes, todos altamente desaconselhados para as corredoras.
Enquanto isso, a voz tonitruante de um locutor agredia os ouvidos e o bom senso de quem estivesse por perto. Triste profissão essa de ter de ficar sempre falando, mesmo quando o silêncio seria a manifestação mais eloqüente da emoção.
De repente mudou de idéia e dirigiu-se para casa.
Havia resolvido o problema do réveillon. Ele o passaria na melhor companhia possível: a dele.
Entrou apressadamente no apartamento e começou a organizar o que seria seu jantar.
Testaria a bendita conserva da vendedora bonitinha e, após vasculhar um pouco na despensa e na geladeira, compôs um cardápio digno do nome de Menu.
Uma entrada composta de saladas e umas lulas à dorée, que seria acompanhada por uma garrafa de vinho Sancerre, um rosbife com ervilhas e cogumelos, e mais a conserva misteriosa, cassoulet agora já sabia, para os quais uma velha garrafa de Bordeaux, “chateau qualquer coisa” faria companhia, ajudando-o também a devorar o seu adorado Camembert comprado alguns dias atrás e que deveria estar no ponto, frutas e um sorvete de chocolate que, junto com a viúva Cliquot, o ajudariam a iniciar bem o ano. Deixou tudo quase pronto e deitou satisfeito.
Estava tudo perfeito, quando lembrou que não poderia faltar o prato de lentilhas. Olhou para o relógio: passava das 11 horas.
Teria de ser um pratinho, porque havia juntado às pressas víveres para um batalhão faminto, mas o poderoso aliado microondas estava a postos, as lentilhas não faltariam.
Colocou tudo em cima da mesa, ornada por uma toalha absurdamente branca e correu para tomar um banho.
Vestiu às pressas uma calça leve e uma camisa amarela, presente ganho na véspera, e começou a telefonar para uma pequena relação de amigos, deixando os pais para o final.
Concluída essa tarefa, com a eficácia de sempre, abriu as garrafas de vinho e sentou-se à mesa.
Já sob o efeito do Sancerre, sabia que a sua vida iria mudar, tinha o novo ano para se preparar para o grande salto, o Bordeaux o encheu de coragem e, ao chegar na garrafa de champanhe, sabia que estava brindando ao futuro de um médico. Seria o recomeçar. Uma nova profissão.
Três garrafas, já semivazias haviam precipitado a mudança. O principal era seguir este novo rumo. O pipocar de fogos iluminando o céu da cidade confirmou que não estava sonhando. “Feliz rumo novo”, brindou.
Alexandru Solomon, formado pelo ITA em Engenharia Eletrônica e mestrado em Finanças na Fundação Getúlio Vargas, é autor de ´Almanaque Anacrônico`, ´Versos Anacrônicos`, ´Apetite Famélico`, ´Mãos Outonais`, ´Sessão da Tarde`, ´Desespero Provisório` , ´Não basta sonhar` e o recente livro/peça ´Um Triângulo de Bermudas`. (Ed. Totalidade). Confira nas livrarias Cultura (www.livrariacultura.com.br), Saraiva (www.livrariasaraiva.com.br), Laselva (www.laselva.com.br) e Siciliano (www.siciliano.com.br).| E-mail do autor: asolo@alexandru.com.br
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Um Papai Noel no RecifeSeção: Colunas. |
Por Leonardo Dantas Silva
Todos os anos, nesses dias que marcam a festa do Natal, eu lembro sempre de um pedido de Mariana, minha filha hoje com quatorze anos, quando, na inocência dos seus quatro aninhos, fazia um sucinto bilhete:
Papai Noel, Eu quero de presente uma mesinha com as cadeirinhas, que eu possa carregar.
Todos os anos, nesses dias que antecedem à grande festa, estou a reler o bilhete para assim lembrar de um Papai Noel que sempre me acompanhara em todos os meus sonhos infantis. Ao contrário da menina, para quem o bom velhinho é uma simples lenda, o meu Papai Noel era de verdade…
Não penseis que estou a sonhar e muito menos a contar bravatas, mas eu conheci um Papai Noel! … Um Papai Noel cheio de ternura, de meiguice e bondade; vivente como todos nós … Não imagineis que se trata de alucinações, mas, com toda emoção da minha alma, posso afirmar que eu convivi com este Papai Noel.
O meu Papai Noel, enquanto me embalava no seu colo nos meses que antecediam ao Natal, conversava horas a fio sobre o brinquedo desejado por mim … Quando ainda ninguém falava das festas de dezembro, ele, depois de um duro dia de trabalho no Porto do Recife, metia-se em sua oficina do fundo do quintal de nossa casa na Torre e lá, com os seus cabelos brancos como um algodão, seus óculos na ponta do nariz, trabalhava todas as noites para construir o meu sonho; transformando a madeira bruta em coloridos brinquedos, bem diferentes dos expostos nas lojas e adquiridos pelos pais dos outros meninos.
Os brinquedos, confeccionados pelo meu Papai Noel, em nada se assemelhavam aos industrializados. Eram caminhões, carros-de-mão, espadas, casinhas, barcos, aviões que surgiam de sua oficina, cheios de detalhes e de cores vivas, que mais pareciam impregnados da eternidade… – Em sua quase totalidade, duraram até a última enchente do Capibaribe em 1975.
Há trinta e um anos, num dia de setembro de 1966, o meu Papai Noel fez uma viagem e nunca mais voltou…
Nas minhas orações naquele Natal, pedi a ele, como nos tempos de criança, um presente que eu julgava simples e fácil de conseguir pelos mundos por onde vagava o seu espírito… Eu pedira, ao meu Papai Noel, naquele Natal de 1966, a felicidade : um estado de espírito, que não se pode comprar com dinheiro ou trocar por qualquer outro bem material, mas do qual a minha vida ainda hoje padece de uma eterna e insaciável sede…
Nas minhas orações, eu parecia repetir a canção de Assis Valente:
Papai Noel,
vê se você tem,
a felicidade,
pra você me dar.
Eu houvera crescido, já não mais era uma criança, mas os meus sonhos infantis pareciam buscar, no pedido ao meu Papai Noel, a felicidade não encontrada neste meu mundo material, racionalista e povoado de invejas.
A vida foi passando e, com as cicatrizes da alma, as rugas do rosto e os cabelos brancos espalhados pela cabeça, pude compreender que a felicidade não estava nas possibilidades do meu Papai Noel… A felicidade é um bem, impossível de ser alcançado pela grande maioria dos viventes. É artigo que existe no mercado, mas encontra-se inacessível a muitos como eu…
Nesses dias em que vivemos o espírito do Natal, com a cartinha de Mariana nas entre páginas de um dos meus livros, volto a lembrar-me, com o rosto tomado pelas lágrimas, do meu bom Tonico; este meu Papai Noel que não vejo há trinta e um natais … Nas minhas divagações, cantei baixinho, com a voz embargada pelo pranto, aquela canção que parecia esquecida:
Já faz tempo que eu pedi,
Mas o meu Papai Noel não veio.
Com certeza se esqueceu,
Ou então felicidade,
É brinquedo que não tem.
Mas, quando já imaginava que o bom velhinho havia esquecido do meu pedido, senti, ao vislumbrar Mariana no meu colo, que ele voltara de forma bem original… Observando melhor, ele ali estava, bem vivo e bem junto a mim, como que reencarnado na figura de sua neta, que dele possui a mesma pele morena, o mesmo nariz afilado, as mesmas pernas longas, as mesmas orelhas, o mesmo sorriso, a mesma beleza jovial e tantos outros sinais que marcavam o seu biótipo e a sua personalidade …
Ele finalmente voltara!…
O meu Papai Noel reencarnara, em forma de esperança, lembrando que o meu pedido de mais de três décadas, talvez um dia, quem sabe, venha a ser finalmente atendido…
Jornalista e escritor
Natal do Recife, 1997.
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Tevê à ManivelaSeção: Colunas. |
Por Celso Fernandes
Querida, o meu salário encolheu!
Daquela velha dita do ´´amigo da onça“ todo mundo já sabe, e que querer esticar de verdade mesmo na conversa, só no boteco do seo Jorge, aonde a gente toma uma, e se bobear, paga duas. Desempregado, por questão de bom senso, paga ´´meinha“. Meia boca e sem o famoso chorinho. Pura tequila, limão e sal a gosto no gargalo abaixo. Adelita, heim? Se com outro se fuera, ou se não fuera… Sem esquecer, claro, da atual fuga do cerco do bafômetro que por um tris não chegou à ala do freguês caronista de carteirinha assinada. No caso dos pedestres, medição só nas calçadas. Como o espírito é o tal – how, how, how – fazer retrospectiva, mesmo que não haja muito o que rebobinar, acompanhando o pisca-pisca da vizinhança enfeitado de bolinhas vermelhas (principalmente as vermelhas), amarelas, azuis cor-do-céu, com dezenas de estrelinhas fora de órbita, isso não fica por menos. Nem por mais. Não é à toa que gastei no verbo e no bom tom: ´´Que essa conversa fique só entre nós, tudo bem, mas não vamos esquecer de contar aos outros“. O quê, Fulano e Cicrano também são todos-ouvidos, oras essa! Ou pensam que orelhinhas e orelhões funciona só nas telenovelas de cada dia? O refrão é um só. Ainda bem que conversa fiada não paga imposto. Em épocas de reais bicudos, ufa!, só lamentos até em uma das novas leis apregoadas do NossoLula-lá, convidando o povo para consumir. Sorte que ele não precisa muito de porta-voz presidencial para gastar tanta saliva. É uma lembrancinha e olhe lá! ´´Vapti, vupti“, como diria o professor Raimundo numa das brilhantes imitações do Chico Anysio. Milho é pros bicos, pois, a meu ver, os Brusundangas (do Lima Barreto) estão chegando. Vão resolver tudo e ponto final. ´´Consumam, companheiros, consumam e sumam-se daqui. Que o pepino é igual a ´´mortandela“ não tem igual. A gente descasca, come, e lembra dele o dia inteiro.
Haja otimismo até na vozinha ingrata da persistente secretária eletrônica de que no momento não podemos atender, ou que, acredite se quiser, estão transferindo a sua ligação. Pra onde? Difícil. Há quem arrisque – e que juram até de pés juntos dentro desta verdadeira transação cliente-atendente-solução – existir algum grau de otimismo. Desde que seus créditos não subam pro espaço, né? Obrigado e volte sempre, daqui uns dias, nem mais no saquinho do pão francês da padaria.
Por hora, de fórmulas batidas, só no ano que vem. Xô urucubaca. Em ´´Brasília, Urgente“, o preço do Robalo anda o olho da cara. Pintado(s), nem se fala. De resto é sardinha na brasa na barraquinha do Iroshi, que por sorte não entrou na linha de cortes, e dê-se por feliz a preferir contar outra história de pescador. Ainda mais quando aquele árduo povo trabalhador de gravatas, ops, de terras tão distantes, acabou de comemorar o segundo ano da cartilha do ´´Combate à Corrupção“ no país. Só que ninguém parou um momento sequer para meditar por que é que aquela estátua (hã?) vive de olhos vendados. Cega a justiça, em certos casos, ou é o povo que vive afobadão? Hélio Ribeiro que me perdoe em cutucar sua cova novamente em tão memorável frase que conheço desde pequenininho. Sentiu a malvadeza? Ou que, lembrando um pouco da nossa boa ´´mofolândia“ humorística dos anos 50´s, ´´Balança Mas Não Cai“, na Rádio Nacional Carioca, com Max Nunes e Paulo Gracindo, seria pouco para erguer tantos slogans perto da já falada conversa que não precisa ficar apenas entre nós. Cadê o restante do meu 13º que estava aqui? Querida, o meu salário encolheu! Creio que este ano vamos ficar mesmo só na ´´lembrancinha“. É a crise! Algo mais em conta, compramos um ou dois comprimidos de anti-amnésia, prometendo que não vamos esquecer nunca. Nunca como antes neste país. Sofrer de acidez mental? Longe disso… Brindes? Quem dá brindes é a internet. Vai ser uma esferográfica ponta fina e pronto! Bonés e camisetas é com o ´´homem“, chefe da Casa, beirando os 100% na preferência nacional e que, graças a Deus, não sofre de problemas de laringite. Mais línguas tivesse… jamais adeus daria. Ou que ninguém nesse exato momento possa resolver o problema da repimboca da minha parafuseta, isso são outros quinhentos.
Que mal pergunte, do quê mesmo estávamos falando, por favor!
Celso Fernandes, jornalista, poeta e escritor, autor de ´´As duas faces de Laura“, ´´O Sedutor“, Sonho de Poeta“ (Ed. Edicon), entre outros. Colunista de Moda, Cultura & TV, escreve em jornais, revistas on line e sites relacionados às áreas.
Blog do colunista: http://modarougebatom.blog.terra.com.br
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Baby Jane, em CenaSeção: Colunas. |
Por Odethe Frech
E ai? Passada a noite de ontem, muitos presentes para trocar? Bom mesmo é ter que ouvir : “Achei isso a sua cara”. Pelo Amor de Deus , quando a gente abre o pacote, lá vem a nossa cara em forma de troca. Geralmente presentes que não agradam e não temos o que fazer com eles. E passado a noite de Natal, já tem gente endoidando para saber a onde passar Reveillon. E também Carnaval, Semana Santa, São João,…….. Tenho um amigo que ensinou- me uma bela estratégia que aqui desfaço o segredo : Quem não quiser ir para lugar nenhum, deve alardear que vai passar o dia 31 na casa de um parente. E ai dorme tranqüilo. Sem ter que participar de festas que não está com vontade.
Amém
Hoje, a coluna Baby Jane, em Cena vai ser morninha. Época natalina. Não devemos fazer fuxicos. Somente provocar a paz. Entendeu Creuzinha?
Vou assistir sim
Logo mais teremos o show de Roberto Carlos, na TV Globo. É ……o mundo continua rodando, a crise se aproximando……. E com certeza o Cara vai cantar” Jesus Cristo , Jesus, Jesus Cristo eu estou aqui…….” E Nós também.
Minha meta
E começa a contagem regressiva para o Reveillon. Muitos fazendo os tradicionais balanços. Eu tenho um grande projeto para este ano: não fazer plano algum. Nenhum mesmo.
……….não se discute
Tem gosto para tudo nesta vida, não é verdade? Tem até quem endoida com um pedaço de panettone.
Traiu sim
E vamos voltar ao capítulo Capitu - Machado de Assis. A discussão é sempre a mesma: A doida traiu ou não ? Claro que traiu. Caso contrário do que trataria a obra de Machado de Assis?
Ela sabe tudo
Veja o que disse Izabel Dias,em entrevista para a Revista Club, de Maristela Beltrão :
P: Dizem que a mulher pode ganhar o homem pela mesa. Você já conquistou alguém com seus mimos gastronômicos?
R: Sem dúvida que cozinhar é uma forma de seduzir. Mas dizer, como minha avó, que se conquista um homem pelo estômago, é um mito.
Chinelo, não pode
Freqüentadores desavisados do Drive-in, bar popularrérimo do Derby, ficaram estarrecidos com nova determinação da casa. Caso o cliente queira ficar no piso superior e esteja calçando chinelinho, passa pelo constrangimento de ser barrado pelos seguranças. Bom saber que: A escada de acesso a estes andares é de madeira e, mulheres com salto alto, correm o risco de torcerem ou quebrarem o pé nos engendrados degraus. Ora, ora, o proprietário deste estabelecimento disfarçado de pagoderia de fundo de quintal, deveria ficar mais antenado com a moda. Alguns modelitos femininos pedem uma sandalhinha rasteira, acessório repudiado e vetado pela casa. Na última semana uma confraternização de jornalistas, quase foi por água abaixo porque dois funcionários estavam com o acessório proibido. Foi preciso muito rebuliço com direito a escolta de segurança e conversa com proprietário para permanecerem no local. É mole!
Exemplo
A moda agora é falar em superação. Fulano é um exemplo de superação. ……. Superar ,como diria o outro lá da Grande Família é Mara.
Não é Mara
E por falar em Mara , vamos listar alguns comportamentos que não podem , de jeito nenhum, ser definidos como Mara:
- Aquelas moças e rapazes das caixas registradoras que sempre perguntam se a gente tem moedinhas para facilitar o troco. Nunca quero ter. Dá trabalho procurar na bolsa.
- Vendedoras que fazem questão de levar a gente até a porta. E lá querem se despedir com beijinhos…..Pra quê? Muita intimidade…..
- Motoristas que ficam a buzinar no trânsito, quando o da frente jamais vai poder sair do engarrafamento.
- Gente que sempre faz questão de dizer: passei a manhã inteira tentando falar com você. E se a outra realmente não queria atender. Já pensaram nessa possibilidade?
- Voluntária de entidades filantrópicas, que integram o bando das desocupadas e que nos ligam aos sábados. Muitas vezes antes das oito da manhã. Não é Mara mesmo.
- Ficar que nem estátua na porta de casa, procurando a chave na imensa bolsa da moda. Gera estresse.
- Garçons que escutam o pedido sem olhar para a gente. Quando isso acontece , sempre acho que eles não voltam com o prato solicitado.
- Unha vermelhinha descascada.
- Gente já usadinha, falando que nem criança.
E por ai vai……. Mas mara mesmo é não se incomodar com nada disso.
Lindo
Recebi um e-mail interativo que me tocou o coração: John Lennon cantando feliz Natal. Obrigadão Ivete.
Portanto….
Vivo dizendo que odeio receber caixas de sabonetes, como presentes de Natal ou em qualquer data. E é verdade. Mas todos os anos ganho os cheirosos. Vou logo avisando: repasso todos.
Para outro endereço
Também não gosto de biscoitos de morangos. Nem de chocolates com recheio de licor. Vou repassar. Já disse.
Descaso
O Baby jane, em Cena, vem recbendo denúncias. Vejamos:
Final de ano é sempre o mesmo tormento. A empresa Progresso deixa o povo viajar em pé, em vez de colocar ônibus extra. O passageiro José Feitosa, viajou sexta (19) de Juazeiro-BA para o Recife em pé, ou seja, 15 horas de viagem. Além de ferir os direitos do passageiro, é um ato cruel e desumano. Seria bom, a empresa rever essa situação e a ANTT fiscalizar tal procedimento.
Haja paciência
O processo de entrada e saída dos ônibus da empresa Cruzeiro, que faz a linha Recife/Porto de Galinhas, torna a viagem ainda mais cansativa do que deveria ser. Primeiro, porque quando você entra no ônibus, tem que esperar o cobrador cadastrar um cartão eletrônico criado para que se possa descer quando chegar o destino da viagem. Haja paciência.
Barrados pela tecnologia
Aí começa outra demora. Nem todo mundo tem intimidade com a máquina que fica na roleta próximo à porta de saída. Ela constantemente trava quando o passageiro não coloca o cartão da maneira correta e só destrava quando o motorista ou o cobrador vem socorrer. A viagem vai ficando cada vez mais atrasada e se torna um verdadeiro tormento.
Espelho , espelho meu……
Um dia alguém mandou- me um bilhete, contando seu estado de espírito , pós depressão. E citava frase de Chaplin como o Palhacinho Calvera, em Luzes da Ribalta: “ Para ser feliz basta amor, coragem e muita criatividade ….Nunca mais esqueci.
A coluna Baby Jane, em Cena deseja a todos um Feliz Natal.
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Tevê à ManivelaSeção: Colunas. |
Por Celso Fernandes
Feliz Natal de verdade!
Conta a história do bondoso velhinho de roupa vermelha, São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira (século IV) e que na concepção de muitos já nasceu barbudo, pilotando seu trenó movido a renas pelos altos céus… Na conta dos nove, realmente são nove as renas e não oito como ilustram por aí. Claro, não podemos esquecer daquela conhecida como Rudolph, de nariz sempre ruborizado – decerto não pela gripe – que mereceu as telas do cinema, 1960 e 1998, ´´Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho“, e que entrou para a equipe a guiar as demais companheiras mundo afora. Como também aquela outra conhecida por Dançarina, mas quem dança de verdade bem sabemos. Eu danço, tu danças e os outros membros da Casa levam a melhor. Pegou? Então, solta. Ora, pois! ´´Pois“ mas tirou rapidinho de cena e não venham me dizer que os ilustres congressistas ainda estão se esforçando fisicamente para votar alguma lei! O que significa, na conta dos miúdos: ´´Enfim, um descanso“. Tanto bafo e desgastes entre vossas excelências, só de Comissões Parlamentares não teve igual. Todas ´´favoritas“ à próxima edição do ´´Planeta Diário“ que rodava a todo vapor, digo, bobinas no seriado do Super Man. Ademais, vão querer o quê da vida? A ´´Lei da Inércia“ nem aquela da ´´Monotonia“ não pediu emendas ou que sequer tenha entrado em votação.
E já que a dança do passinho é outra que desandou a galope, conversa mole só para aquela velha frase do ´´não sabemos que não sabemos“, idem, e que não tem igual. Tanto é que dizem (ah, e como dizem…. eles sempre dizem alguma coisa) até mesmo na linguagem dos seguidores do Toninho Malvadeza ´´que um neurônio só lhes basta“. Fiel?, só a Capitu do Dom Casmurro e muito pelo que alegria dentro e fora da casa de Irene não mede lotação. Sempre cabe mais um quando se usa desodorante ´´frescobol“. Tem gente que entra, tem gente que sai até pelo ladrão, ops. Dinheiro na cueca é pouco, é preferível conta na Suíça que não precisa de reconhecimento de firma nem assinatura do portador. O duro deve ser do sujeito ter que ir e vir sacar algum money tão longe dos saques eletrônicos. Só não vale ser dedo duro. Quer melhor exemplo do que o tio Patinhas ou daquele outro anão do Orçamento, brilhantemente ajudado por Deus – e que era o próprio João de Deus – ganhador de não sei quantas loterias. É só puxar da memória que tudo vem à tona. Ora, pois, heim! Ou que dentro tantos fatos e fotos ocorridos em 2008 algum bom cineasta emprestasse o título para gravar o épico de terror: ´´Eu sei o que vocês fizeram o ano inteiro“. Nada? Ou será que bóias aonde fica? Nem de costas, de lado, de peito. Quem nadou mesmo foi o César Cielo e quem saltou às mil maravilhas, quem?, a Magic Maurren Maggi. Agora, quem ficou com a vara perdida no meio do caminho foi a Fabiana Murer no salto originário da Europa e que deu além do ibope. Mas que tinha uma vara no meio do caminho não duvidamos.
E quer outra? Como também não precisamos de mais nenhum mestre do suspense na pele de Alfred Hithcock, que Norman Bates (Psicose) descanse em paz, ouvi dizer que vai ter continuidade do filme Matrix com o George W. Bush no papel principal. ´´Alto Reflexo“. Desviar de sapatos voadores é com ele mesmo. E que com essa onda de crise toda bem capaz desse CD tirar todo mundo do sufoco financeiro a um só movimento. Tanto é que rotularam por aí que os ETS´s de Varginha andam mais é pulando a cerca em outros estados. Namoro firme hoje em dia, só na internet. Desde que não acabe a luz, né? E que depois do furacão da pop ´´Madonna in Rio de Janeiro“ talvez eu até conte por aqui algo que escrevi quinze anos atrás: ´´Eu, Madonna e o nosso cãozinho poodle“. Por hora pode estar mole, mas pode ficar duro. Que as pesquisas indicam tudo bem, porém andam falando o que mesmo da minha (des)aprovação, heim? Ou será que algumas das minhas máximas não merecem um pingo de atenção!
Como também tem aquela anedota ´´Quem tem medo do lobo mau“, bom, essa a gente conta logo mais… Os votos de um Feliz Natal – de verdade – por aqui podem ser virtual, mas o desejo que os sonhos se realizem são pura realidade!
Marolinhas? Nem pensar, estamos sim é acostumados a surfar em ondas tamanho família até de guarda-chuvas. How, how, how…
Celso Fernandes, jornalista, poeta e escritor, autor de ´´As duas faces de Laura“, ´´O Sedutor“, Sonho de Poeta“ (Ed. Edicon), entre outros. Colunista de Moda, Cultura & TV, escreve semanalmente em jornais, revistas e sites relacionados às áreas.
Blog do colunista: http://modarougebatom.blog.terra.com.br
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Arruando pelo IRBSeção: Colunas. |
Por Leonardo Dantas Silva,
Arruando pelo Recife (2ª edição).
Distando 14 quilômetros do centro da cidade do Recife, o Instituto Ricardo Brennand é hoje um dos mais movimentados centros culturais brasileiros, com uma média anual de freqüência superior a 168.476 pessoas, atingindo no mês de julho passado a marca de 1 milhão de visitantes em seus seis anos de atividades.
Originário do sonho do industrial pernambucano Ricardo Coimbra de Almeida Brennand, o Instituto foi inaugurado em 13 de setembro de 2002, quando da exposição Albert Eckhout volta ao Brasil 1644-2002, em que se reuniu 28 grandes quadros daquele pintor holandês, produzidos entre 1637 e 1644 em Pernambuco, quando lá esteve a serviço do conde alemão João Maurício de Nassau-Siegen, na época Governador do Brasil Holandês.
Ocupando uma área de 30.000 metros quadrados, o Instituto reúne um complexo cultural formado pelo Castelo de São João, Pinacoteca, Biblioteca, Parque de Esculturas e jardins. A instituição guarda importantes acervos de armas brancas, mapas, objetos e pinturas do Brasil Holandês (1630-1654), além da grande coleção de Arte Brasileira, o que a coloca entre os mais importantes centros culturais do país.
Entre setembro de 2002 a julho de 2008, precisamente 1.018.317 pessoas cruzaram a Alameda Antônio Brennand, na Várzea, motivadas pelas exposições dos pintores holandeses Albert Eckhout (160.000) e Frans Post (290.242), do ilustrador Maurício de Souza (75.124), realizadas em sua Pinacoteca, sem falar na sua importante coleção de armas brancas e no seu monumental acervo de obras artísticas originárias dos mais diferentes países.
Para um centro cultural localizado no subúrbio do Recife (Várzea), a sua freqüência surpreende até aos mais otimistas. Particularmente quando comparada com a freqüência anual de alguns dos mais importantes museus brasileiros, como MASP - São Paulo (230.000), Museu de Arte Moderna de São Paulo (210.000) e Museu da Inconfidência de Ouro Preto (100.000).
O conjunto encontra-se encravado em terras do engenho São João, que no século XVII foi propriedade de João Fernandes Vieira, um dos principais chefes da Restauração Pernambucana de 1654. Erguido sobre uma colina terciária, cercado por árvores frutíferas e de exemplares da Mata Atlântica, o IRB ostenta na sua entrada uma imponente portada em cantaria, originária de um prédio público francês, ladeada por dois monumentais leões esculpidos em pedra; oriundos do Palácio Monroe (Rio de Janeiro).
Nos seus jardins o visitante encontrará uma réplica em dimensões originais de O Pensador, fundida em bronze patinado pela Casa de Auguste Rodin (Paris), seguindo-se de uma escultura original do artista colombiano Fernando Botero (1932), A Mulher no Cavalo, também confeccionada em bronze, e uma infinidade de outras peças esculpidas em mármore e/ou fundidas em ferro e bronze procedentes das mais diversas coleções européias, bem como lagos onde terá ocasião de apreciar os cisnes, gansos, patos, marrecos, garças e outras aves que ali convivem.
Em um castelo gótico-tudor, especialmente construído pelo seu fundador, o Instituto Ricardo Brennand reúne uma das mais importantes coleções particulares de armas brancas medievais do mundo, formando um conjunto de cerca de 3.000 peças de diversas procedências. Facas, espadas, adagas, canivetes, estiletes e 48 armaduras completas (duas delas para criança e uma para cachorro), com destaque para o três conjuntos, em tamanho original, de cavalo-cavaleiro-com-armadura, no estilo italiano, do século XVI, que estão a despertar a atenção de leigos e estudiosos, juntamente com a grande quantidade de curiosidades outras dos séculos XV ao XIX.
Faz parte da coleção em exposição no Castelo de São João, 2700 armas brancas (espadas, adagas, machados, lanças, alabardas), todo o catálogo da cutelaria de Joseph Rogers de Sheffield (Inglaterra), originária do século XVIII e que reúne 2.117 peças, além de um conjunto de armas e armaduras islâmicas, originárias em grande parte da Índia, compreendendo espadas e adagas, escudos e cotas de malhas da Dinastia Mongol.
No mesmo local vamos encontrar uma coleção de 59 miniaturas de cavalos e cavaleiros da Idade Média, seguindo-se de uma notável coleção de canivetes de todas as épocas e armas de fogo, produzidas entre os séculos XV e XIX.Também no Castelo de São João estão em exposição preciosos exemplares de espadas de cerimonial, cravejada com pedras preciosas, vitrais e mobiliário gótico de várias procedências, que se misturam com esculturas clássicas, em mármore e bronze, candelabros, tapetes, dentro de um cenário medieval que hoje integra a paisagem urbana do Recife.
Por 24 anos, entre 1630 e 1654, a área hoje compreendida pelo Nordeste do Brasil foi ocupada pelos holandeses da Companhia das Índias Ocidentais, que fixaram no Recife a sua capital. Dentro deste período, entre 1637 e 1644, foi o Brasil holandês governado pelo nobre alemão João Maurício de Nassau-Siegen que se fez acompanhar da primeira comitiva de cientistas, artistas e homens de letras a cruzar a linha do equador.Dentre esses expoentes figura o pintor Frans Post, que veio a ser o primeiro da escola flamenga a registrar nas telas e em gravuras a paisagem do Brasil no século XVII; daí o seu apelido de O Canaletto do Novo Mundo.
Através de seus quadros, os europeus puderam pela primeira vez visualizar as origens de um Brasil real, antes somente descrito através de cartas e relatos dos viajantes.Dos 163 quadros pintados por Frans Post, distribuídos em todo mundo e que chegaram aos nossos dias, o Instituto Ricardo Brennand reúne 20 deles, constituindo-se na maior coleção deste pintor hoje conhecida. Entre as raridades do conjunto, encontra-se uma tela retratando o Forte Frederick Hendrick com a ilha de Antônio Vaz à distância (616 x 889 mm.); uma das sete remanescentes pintadas pelo artista no Brasil e oferecidas ao rei de França Luís XIV, em 1678, pelo então príncipe João Maurício de Nassau-Siegen.
Além de Frans Post, a coleção ostenta duas cenas de Veneza, A Praça Maior com a basílica de San Marco e O Grande Canal com a igreja de Nossa Senhora da Saúde, de autoria de Antônio Canal (1697-1768), que passou para a história como O Canaletto, seguindo-se de dezenas de outros retratos e paisagens originários da palheta de pintores da escola flamenga.
No âmbito da arte brasileira, a produção dos pintores-viajantes, chegados ao Brasil após a Abertura dos Portos (1808), juntamente com a de artistas da Academia Imperial e brasileiros representantes do Neoclassicismo e Impressionismo nos séculos XIX e início do século XX, tem alí um especial destaque na sala dedicada A Paisagem Brasileira.
Os principais centros urbanos do século XIX, em especial o Rio de Janeiro, o Recife e Salvador, têm nessas obras os seus costumes e casarios documentados em óleos, gravuras e desenhos. Nela estão representados nomes fundamentais para a documentação iconográfica brasileira, como Carlos Julião, Jean Baptiste Debret, Conde de Clarac, Emil Bauch, Eugène Lassaily, Johan Moritz Rugendas, Johann Georg Grimm, Henri Nicolas Vinet, Giovanni Battista Castagneto, Nicolau Antonio Facchinetti, Félix Émile Taunay, Friedrick Hagedorn, Emil Bauch, Louis Schlappriz, Eliseu Visconti e Jerônimo Telles Júnior.
Para a realização das exposições temporárias e temáticas, o Instituto Ricardo Brennand dispõe de uma das mais modernas pinacotecas do Brasil, com auditório para 100 pessoas e equipamentos de última geração, podendo abrigar simultaneamente duas mostras de grande porte. Com tamanha infra-estrutura, o Instituto Ricardo Brennand integrou Pernambuco na rota das grandes exposições internacionais.
Integra ainda o conjunto uma biblioteca especializada, localizada no prédio anexo à Pinacoteca, que reúne cerca de 45.000 volumes em processo de catalogação, com especial enfoque para a história colonial brasileira, destacando-se o período Brasil-Holandês (1630-1654) e a História do Açúcar. Dentre suas preciosidades bibliográficas estão às obras de Johannes Nieuhof, dois raros exemplares aquarelados do Rerum per Octennium, etc., de Caspar van Baerle, e Historia naturalis Brasiliae, escrito Willem Piso e Georg Marcgrav; ambos os impressos patrocinados pelo Conde João Maurício de Nassau a partir de 1647.
Além da coleção de mapas e gravuras, o Instituto Ricardo Brennand incorporou ao seu acervo as bibliotecas do renomado estudioso do Brasil Holandês Prof. José Antonio Gonsalves de Mello e bibliotecônomo e estudioso da obra do sociólogo-antropólogo Gilberto Freyre, Edson Nery da Fonseca, além do arquivo de música colonial brasileira reunido pelo padre Jaime Cavalcanti Diniz, preservando em Pernambuco todo esse imensurável acervo bibliográfico da maior importância para os Estudos Brasileiros.
O Instituto Ricardo Brennand tem como principal objetivo a educação pela arte, procurando despertar na comunidade o gosto e o amor por sua própria cultura. Para isso, vem mantendo, especificamente, programas de caráter educativo voltados para crianças e jovens do Recife e de outras cidades do Nordeste.
Através de projetos pedagógicos interativos, com uso de multimídia, a instituição participa da complementação do ensino regular de história colonial do Brasil, desenvolvendo também um processo de educação através da arte em parceria com escolas públicas ou privadas e universidades. Por recomendação do patrono do Instituto, sempre que for o caso, será dada prioridade aos estudantes de comunidades carentes.
Quando se indaga do industrial Ricardo Brenannd o segredo do sucesso de sua obra, demonstrado pelas contínuas romarias de visitantes, originários das mais diferentes regiões do país e, em particular, das mais diversas camadas da população do Grande Recife, ele explica tudo com um sorriso bonachão e um verso do poeta português Fernando Pessoa:
Deus quer, o homem sonha e a obra nasce.
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“Não basta sonhar”Seção: Colunas. |
Por Alexandru Solomon
Trata-se de uma trama envolvente. Tudo começa com o sonho do garoto Alfredo, que, de início, não mereceu muito crédito. Os protagonistas partem para resgatar um hipotético tesouro que teria pertencido à família de marranos Mendes- ricos cristão-novos perseguidos pela Inquisição na virada do século XV. História, realidade e ficção se mesclam, sendo que a verdade histórica foi respeitada rigorosamente, a menos de um pormenor. Como a ação se desenrola na atualidade, não faltam os ingredientes da modernidade, adultério, caixa dois, chantagem, contrabando e outros acepipes tão próprios do mundo contemporãneo. Os personagem passam por Paris e Bucareste até que, finalmente… finalmente, o livro recebeu prêmio especial para Romance estrangeiro no concurso de 2007 da Accademia Il Convivio, na Sicilia.
Trecho:
Estava de volta ao seu refúgio favorito, o escritório do seu espaçoso apartamento no bairro Higienópolis, perto da Praça Buenos Aires. Fora uma pechincha, uma pechincha adquirida pouco antes do Plano Cruzado, com os preços dos imóveis lá na bacia das almas. A compra financiada, quitada tragicamente. Sua esposa fora vitimada por um assalto em plena luz do dia num cruzamento na cidade e, mesmo sem reagir, assassinada a sangue-frio.
O assassino ter desaparecido, sem nada levar, era fato habitual dentro da rotina de violência de São Paulo. O seguro do financiamento havia zerado o restante da dívida contraída por quinze anos. Único beneficiário do seguro de vida, coube-lhe uma importância capaz de garantir o relativo conforto ao qual o casal aspirava e do qual era o único a aproveitar. A menção a prestações em atraso, feita pela manhã ao ser estranho, não passava de especulação.Nada poderia ter compensado a perda do seu grande amor, de maneira que Alberto acompanhou, sem grandes expectativas, os esforços da polícia em prender o assassino e aceitou resignadamente a previsível confissão de impotência das autoridades.
Passados mais de sete anos, a lembrança continuava dolorosa e a revolta, pouco a pouco, cedera lugar a um sentimento de amargura que, de vez em quando, transparecia mesmo em conversas anódinas. Reflexões ácidas encerravam bate-papos com amigos, já acostumados a aceitar sem reagir esses freqüentes saltos de humor totalmente imprevisíveis. Superados os momentos de azedume, ele voltava a ser o amigo querido. Todos o sabiam preso àquele momento doloroso.
Boa leitura!
Serviço: Não Basta Sonhar; Alexandru Solomon; Editora Totalidade (www.totalidade.com.br) 16×23, ISBN 978-85-85293-54-3, 336 pg - R$ 39,90; Confira nas livrarias Cultura (www.livrariacultura.com.br), Saraiv (www.livrariasaraiva.com.br), Laselva (www.laselva.com.br) e Siciliano (www.siciliano.com.br).| E-mail: asolo@alexandru.com.br
Também na Livraria Pega-sonho – rua Martinico Prado, n° 372 - São Paulo – Fone: (11) 3668-2107.
Blog do autor: http://blogdoalexandrusolomon.blog.terra.com.br
Foto: Divulgação
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Mademoiselle CaroleSeção: Colunas. |
Por Isabela Pontes
Bebê Básico
Fabiana e Alessandra Rêgo inauguraram, ontem, a nova loja infantil da Bebê Básico, no Shopping Recife. A marca carioca começou no Rio com um quiosque em Ipanema, mas hoje virou uma febre e – pasmem - está presente em “somente” em Florianópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Niterói. A Bebê Básico é voltada para babys de 0 a 4 anos, acompanhando o bebê desde o seu nascimento até os primeiros passos.

Alessandra e Fabiana Rego brindam no abre da Bebê Básico
Crise I
Uma das teses que o mundo da moda argumentava que o segmento do luxo era imune a crise, parece que começa a ser derrubada. A Louis Vuitton - marca representativa desse mercado - decidiu não abrir uma loja em Tóquio por conta do mau tempo econômico que estão vivendo. O motivo principal é a queda das vendas da loja francesa, que diminuiu 7% nos primeiros nove meses de 2008 no Japão. Por conta desses números, não tinha sentido seguir com um projeto gigantesco que tinham em mente: um edifício de 12 andares só da LV.

Louis Vuitton enfrenta os primeiros sinais da crise
Crise II
E essa tese que a crise bateu na porta do mundo do luxo é reforçada com uma outra notícia: a grife de moda inglesa Burberry vai encerrar suas atividades no Brasil. Segundo informações da coluna Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo o motivo alegado pelos executivos da franquia braslieira foi a crise financeira mundial. As unidades da Burberry - um dos ícones de luxo do mundo - no país estão no shopping Iguatemi e na Daslu, ambas em São Paulo.
Sorte em 2009
Virou uma verdadeira sensação as Pimentinhas da Sorte para 2009 da S.Pinheiro. Ione Paiva avisa que Sandra Pinheiro produziu os pingentes em ouro e em prata, que servem tanto para ele como para ela.
Cor de carne
A ausência de cor nunca esteve tão na moda. Depois do sucesso dos tons nude, agora a cor que vai vir com tudo é a cor maquiagem ou caramelo. Desde Prada, que usou o tom em maravilhosos vestidos até marcas como Bottega Veneta. Por enquanto, a cor está sendo bastante usada lá fora. Por aqui, o colorido do verão ainda impera.
Menina Fantástica
O ônibus do Concurso Menina Fantástica aporta, hoje, na Av. Boa Viagem, às 11h. A próxima parada será às 15h, no Pátio do Carmo e em seguida, às 18h, no estacionamento do Shopping Recife. Essa será a última chance das recifenses de tentarem um lugar ao sol, já que amanhã acontece a seleção no Clube Português com o todo podereso, Eli Hadid. Daqui, a produção convidou para participar como júri local a empresária Áurea Xavier, do Pólo de Moda do Agreste e a produtora de moda e fotografia, Inês Gomes.
Novidade
Recém-inaugurada no Shopping Recife, a grife capixaba Missbella chega para rechear o guarda-roupa das adolescentes modernas, antenadas e que gostam de se vestir com um diferencial. A moda desta temporada é colorida e, acima de tudo repleta de brilhos, metalizados e muitas estampas.
Absolut num Tubinho
Depois da Absolut Disco – toda prateada - , lançada em 2007, a Vodka mais estilosa do mercado acaba de lançar a Every Night is a Masquerade. A garrafa é toda revestida de paetês vermelhos. Está à venda com exclusividade na Stock New Import´s com lojas no Shopping Recife e Plaza. O preço, claro, é recheado: R$ 110,00.

Vodka Absolut agora num tubinho sexy
Party
Isabella Possídio, da Elementais, acaba de receber a coleção Party. Como o nome mesmo já diz, a linha vem cheia de propostas para os looks de final de ano. O dourado é a grande vedete da temporada e aparece em roupas e acessórios.
Mimo
Fazem sucesso na Lou Salomé, de Kelly Zanchett, as latinhas com lingerie da Mimo Calçolas. Além de fofas, as calcinhas e sutiãs vêm em uma embalagem extremamente divertida, ideal para presentinhos de Natal.
Em Londres
A próxima Semana de Moda de Londres, em fevereiro, contará pela primeira vez com a participação da marca fundada por Sienna Miller e sua irmã, Savannah, a Twenty8Twelve, que mostrará suas propostas para Outono-Inverno 2009/2010. Detalhe: muita gente não sabe, mas a cabeça pensante da marca é realmente a irmã de Sienna, que se formou na prestigiada Escola de Moda Saint Martins de Londres. Juntas desfilarão com outros pesos pesados como Vivienne Westwood, Luella e Giles.

As irmãs Miller vão participar da Semana de Moda de Londres
Jeans
Fafá Carvalho, da By Brasil, avisa: no próximo inverno o jeans vai aparecer cheio de bordados, aplicações e com toques artesanais.
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Uma perdaSeção: Colunas. |
Por Danuza Leão
Eu tinha uma amiga doente há muito tempo; há alguns meses teve que fazer mais uma operação e ficou claro que ia morrer -e em pouco tempo. Sem perceber, fui me habituando à idéia de sua morte. Quando ela aconteceu, já estava tão preparada que não derramei uma lágrima; me senti uma pessoa fria e sem sentimentos. Ela era minha melhor e mais antiga amiga.
O tempo foi passando, eu lembrava dela com freqüência, mas era como se ela tivesse viajado. Não conseguia -como não consigo ainda- pensar nela como alguém que morreu. Não fui visitá-la no hospital e disse, pelo telefone, que não ia por não querer vê-la em condições desfavoráveis, digamos assim, e que iria quando ela estivesse de novo bonita e alegre como sempre foi. Não me senti culpada de não ter ido, porque se fosse eu a doente, detestaria que alguém me visse nas tais condições desfavoráveis -vocês me entendem. Junte-se a isso minha covardia, claro.
Ela morreu, e a ficha foi caindo aos poucos. Tão aos poucos que às vezes ainda pego o telefone e começo a ligar para ela e só depois dos primeiros números discados me dou conta de que ela não existe mais. E a cada vez fico mais triste. É uma tristeza que foi chegando aos poucos, e que só faz aumentar. E mais uma vez não consigo compreender a vida nem aceitar a morte.
Há os que dizem que vida e morte são uma coisa só, mas não entendo como alguém que um dia está falando, rindo, comendo, pensando, andando, correndo, brincando, no dia seguinte pode não existir mais. Dizem que o que não existe mais é só o corpo, mas isso é difícil de entender.
Para mim não melhora em nada lembrar dos bons momentos que passamos juntas, das risadas que demos, do quanto nos divertíamos o dia inteiro na praia, dos conselhos que dávamos uma à outra na hora de escolher entre um namorado e outro. Eu queria mesmo era poder falar com ela agora, mesmo que fosse para rir menos e mais para trocar nossas aflições, mas não posso. Ela não existe mais.
Isso pode acontecer com qualquer pessoa de quem gostamos (e conosco também, claro): de um dia para o outro, desaparecer. Seria tão bom se, no lugar de morrer, elas pegassem um avião para fazer uma viagem bem longa e nunca mais voltassem.
A gente sentiria saudades, com o tempo as saudades iriam diminuindo, e um dia nos esqueceríamos de que elas haviam existido e sido tão importantes em nossa vida, mas não. Temos que passar por toda a tristeza do final, lembrando e não entendendo.
Eu tive uma outra amiga que umas duas semanas depois de morrer seus dois filhos convidaram seus mais próximos para uma happy hour no apartamento em que ela morava; a casa estava cheia das flores de que ela mais gostava e fotos pela casa inteira. As pessoas lembraram histórias divertidas e brindaram com champanhe a alegria que ela deu a todos. Não houve lágrimas nem tristeza, e depois foram todos para casa se sentindo privilegiados por terem compartilhado de uma vida tão rica.
Seria bom se isso virasse um hábito, mas seria possível? Quando a dor é muito funda, é difícil. E a morte, nos países latinos, massacra os que ficam. É proibido não sofrer, e fica melhor na foto quem sofrer mais. Se a viúva se debater querendo ser enterrada junto com o marido, aí o sucesso é total. Porque há muito de exibição nessas horas, e se o morto é famoso e houver fotógrafos e câmeras de televisão, aí o espetáculo ganha muito.
Mas por que eu estou falando de tanta coisa triste? O Natal está chegando, o Ano Novo, depois o Carnaval, a hora é de alegria. Acho que é porque eu pensei na minha amiga e fiquei imaginando como vai ser o primeiro Natal dos filhos sem ela, e isso me entristeceu muito. Desculpem tanta tristeza, leitores.
Foto: Google Imagem
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Baby Jane,em CenaSeção: Colunas. |
Por Odethe Frech
Ah, as mulheres….. Um dia deste li uma crônica , como a que o www.slcomunicacao.com postou acima, que gostaria também de ter de escrito. Ela falava que nós mulheres queremos provas de amor o tempo inteiro. E afirmava que a gente passa a vida testando os homens. Também acho, embora caso esse assunto venha á mesa de bar, vou defender o contrário. Mas vejamos: Se os parceiros não lembrarem daquele dia que fomos para tal lugar, assim e assado, logo achamos que o amor dele acabou. Que ele já não é o mesmo. Se ao entrarmos no carro, ficamos surpresa com o novo CD que toca, passamos logo a fazer análises. O que essa letra diz nada tem a ver com nossa história, será que revela algo com outra pessoa? Se ele cantarolar Tapas e Beijos, ficamos logo a pensar: ai tem…. Na verdade é que os mundos masculino e feminino são realmente diferentes, embora a gente viva a pregar igualdade. Lembram-se do diário dele e dela que o www.slcomunicacao.com postou dias atrás? A mulher cheia de detalhes, o cara objetivo. Se ela se prepara toda para ele, ele vai adorar. Quer que todos a vejam linda. Se ele muda o perfume, fala em comprar novas roupas, lá vem mais indagações na cabeça dela. O que anda acontecendo? Será que ta rolando algo que não sei? Ah, nós mulheres somos sim. Muitos desconfiadas. E muitas bem mais que outras. Não é verdade Creide, Jupira e Jaciara?
Pode ser diferente
Mas essa situação ai acima pode até ser menos angustiante para ele e nós mesmas se a parceria se dê com alguém que nos respeite e nos dê tranqüilidade. Mas quando o cara é um Marcelo Silva, as coisas realmente não podem dar certo. E a desconfiança é bem-vinda.
Alô, Alõ
O estado da paixão tem tudo a ver com o telefone: Trrriiiimmmmmm. A gente vive a esperar que o aparelho toque.
Por que ?
Fico prestando atenção no que diz o presidente Lula em suas aparições públicas que mais parecem teatrinho. Nos últimos dias, impressiona-me a força com que ele manda todos nós gastarmos. Para manter o comércio vivo e longe da crise. Estratégia complicada essa do presidente. E nuca, nunquinha na história deste país, a liturgia do cargo de presidente da nação foi tão desprezada. Empregar expressões chulas no exercício de tão importante cargo é desvaloriza-lo, rebaixa-lo da devida respeitabilidade. Sabemos disso. E Lula e seus assessores também sabem, não é verdade?
Decifrando códigos
Acho que estou ficando velha. Dói receber alguns e-mails ou torpedos. O dicionário virtual realmente me incomoda. Como posso me comunicar bem com alguém que escreve Naum em vez de não. Fds para dar um bom final de semana. :-X é beijo para você. Estou muito triste agora é traduzido assim (:-(; E estou com vergonha é X-). Eh gnt :- 0( é gente to chocada ).
Procura-se
Tem jeito não. O belo cinema São Luiz, um patrimônio da cidade vai se acabar. Será que ele chega ao fim de 2009? Vocês já viram como se encontra sua fachada? Um outdoor par cartazes de “procura-se emprego”. Uma vergonha. Procura-se autoridades administrativas de bens público com vergonha na cara.
Ex – tudo
Cria polêmica na internet ( YouTube ) o filme do ex-marido de Susana Vieira, o ex-policial, ex-segurança, ex- vivo, etc. As imagens mostram ele morto, de cueca…… cenas gravadas por um celular ….
É pagar promessa….
Todos falam que eu deveria ir fazer compras na 25 de Março, tamanho é meu consumismo por bobagens. Mas gosto de comprar é verdade e não de cumprir promessas.
Pelo que sei não é fácil ser um em um milhão de pessoas que perambulam, diariamente, pela 25 de Março. Melhor ficar pela Rua da Praia .
Que boiada…..
Minha amiga inteligente está certa. “Nenhum homem presta. Mas tem uns piores do que os outros”. Bom, quando o Baby jane, em cena começar a dar nome aos bois.
Apaixonado
Todos os amigos já sabem que Flávia Jordão está solteira. O que muitos não sabem ainda é que tem um empresário bem sucedido doidão, de perder o cabeção, por Flávia. Ele mesmo me contou. E ela nem- nem…. ainda nem percebeu. O nome? Digo nada. Deixa primeiro o homem se declarar.
Meu Santo Hilário
Fui comprar sapatos novos. Será que todo mundo tem dificuldades para adquirir pisantes como eu? Um tem salto fininho demais. Ourtros são muito da moda. Uma grande maioria segue a linha feiosa Gladiador. E aqueles que não entram? Que saudade de Luis Caldas que cantava aquela lorota do batom…..E anda descalço.
Jingle Bells
Natal é uma festa linda. Mas que estressa a gente é verdade. Que coisa!!!!
Humor
“É como se o Silvio Santos começasse a pegar a Maísa”. A Frase é do apresentador Marcos Mion, em seu blog, ao comentar o polêmico namoro da cantora Mallu Magalhães, 16 anos, com Marcelo camelo, 30.
Destaque
Foi anunciado por ai que o Brasil consome mais papel higiênico, com 2º maior crescimento na década. Será que isso traduz que o Brasil é uma m………………
Caricatural
Não consegui assistir Capitu . E vocês? Gostaram do que Luiz Fernando Carvalho levou às telas da TV Globo? Diogo Mianardi diz que o diretor conseguiu transformar bentinho em Dick Vigarista, do desenho animado Corrida Maluca.
Sei não
Uma e outra. Sei não….
E vem ai Maysa. A Globo já comanda discurso que a atriz e a cara , cagada e cuspida da mãe de Jaime Monjardim…. Vi as chamadas e , de imediato, achei parecida não. Mas , vamos esperar…..
Uma e outra
Parecida mesmo é…….Será que só eu que acho? Pense rápido e me diga: Elba Ramalho não está a cara de Diva Pacheco?
Dá um medo …..
A revista acadêmica Briths medical publicou um estudo revelador, que me dá medo. Foi constatado que o sentimento pode ser transmitido de uma pessoa a outra e este se espalha por uma rede de contatos. É a conexão do bem – estar. A pesquisa diz que o grau de felicidade de um indivíduo pode ter impacto em que vive ao seu redor.
Meu deus. É preocupante. Porque tanto quando a felicidade, a infelicidade também pode afetar. E o estudo diz que até pessoas com três graus de separação. Ou seja: os amigos dos amigos. A Alegria espalha-se, portanto, como um efeito dominó. Até ai, tudo bem. Mas os cientistas garantem que a felicidade se espalham entre conhecidos, mas não se dissemina do mesmo modo entre colegas de trabalho. E já pensou. Se acontecer o mesmo com inveja, traição.
Mas segundo o estudo, nossa chance de felicidade cresce 42% se a gente mora até 800 metros de um amigo feliz? E cai 22% se a pessoa que deflagra o processo está a mais de 2,2 quilômetros.
Sei não, o Recife é tão pequeno. A pesquisa vale para pessoas felizes e infelizes. E tem tanta gente ruinzinha, infeliz e …….Tô com medo que o estudo seja realmente verdadeiro. Tô sim…. Tô sim……Acho que vou morar em um rancho, bem no estilo Flora, nos arredores do Sitio dos Pintos, Garanhuns, sei lá……
Para pensar. E acreditar.
É Natal. Tô com vontade de fazer um pouquinho de bem para alguns. achei essa foto lindinha e vou homenagear aqueles que sempre acham que são menores que os outros. Dizendo a estes que nunca esqueçam: “temos o tamanho que a gente acredita”.
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ViewPointSeção: Colunas. |













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